Confúcio em 90 minutos, por Paul Strathern




Parece que achei uma mina de ouro. E o mais irônico é que eu já conhecia essa coleção há muito tempo, mas nunca tive vontade de ler, por preconceito meu de achar que um livro curto seria superficial demais em sua abordagem.

Meu reencontro com a coleção "90 minutos" de Paul Strathern foi completamente por acaso. Uns anos atrás li "O Polegar do Violinista" de Sam Kean, livro que conta curiosidades divertidíssimas sobre as grandes descobertas da biologia. Eu estava procurando algo na mesma linha sobre química (para preencher um pouco da lacuna dos meus rasos conhecimentos dessa disciplina) e achei o livro "A Colher Que Desaparece" do mesmo autor. Em minhas buscas na Amazon, também achei o livro "O Sonho de Mendeleiev" de Strathern, que seguia linha semelhante.

E isso me levou às dezenas de livrinhos gratuitos sobre filósofos e cientistas. Escolhi o livro sobre Confúcio para ser o meu primeiro, novamente devido às minhas lacunas sobre as filosofias e religiões da China. E essa se provou uma ótima escolha.

O autor escreve de maneira que prende e possui um humor afiadíssimo. Quem faz resenhas para essa coleção dele costuma reclamar que os livros se prendem mais à biografia do pensador do que à obra. Eu mesma não senti muito isso, mas mesmo se for o caso, creio que foi uma abordagem acertada. Contar curiosidades sobre a vida deles é bom como veículo inicial para prender a atenção e assim conhecermos os seus pensamentos.

Segundo o autor, o Confucionismo é o "Caminho do Homem" (elogiado por Leibniz e Voltaire) e o Taoísmo o "Caminho da Natureza". Ele também fala como o budismo influenciou o pensamento chinês e como tanto taoísmo e confucionismo moldaram o que se tornou o budismo chinês de hoje.

Dei boas risadas lendo e aprendi bastante. Inacreditável que haja tanta informação e diversão num livro tão curto. Em breve lerei outros vários dessa coleção. Já sei mais ou menos quais serão os próximos que escolherei.



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