História Geral da Alquimia, por Serge Hutin




"O historiador deveria evitar a tentação de aceitar sempre a imagem - tão popularizada pelos autores românticos - de sábios e inventores 'queimados em massa pela inquisição' durante a Idade Média. Ficaríamos até admirados com a extrema liberdade de opiniões que reinava no seio das universidades da Idade Média. Na realidade, essa época está muito longe de ser a época obscurantista e estupidamente fanática como preferem considerá-la os que se negam a pensar melhor no assunto"

Excelente livro! Quando eu tinha uns 14 ou 15 anos lembro que li muitos livros sobre alquimia. Ao ler esse, lembrei de muitas informações que eu havia lido há muito tempo e já nem recordava bem.

É interessante pensar que a alquimia sempre possuiu objetivos e metodologia diferentes da química atual positivista. O oratório e laboratório deviam vir em conjunto (ou seja, a reza e elevação moral junto com o trabalho prático).

A ciência deseja que seus experimentos possam ser replicados por supostas condições ideais e objetivas. No fundo, isso não existe. Numa operação mágica existem conjunturas únicas. O alinhamento dos planetas é ignorado pelos cientistas, mas é indispensável pelo alquimista. O estado de espírito do alquimista e sua condição moral também são indispensáveis, para que seja considerado digno da graça de Deus.


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