Kierkegaard em 90 minutos, por Paul Strathern




Li somente "Temor e Tremor" de Kierkegaard, que acho um ótimo livro. Principalmente no meu caso que gosto de ler comentários bíblicos. Tem um pessoal muito criativo por aí, hehe.

Gostei da divisão dele entre vida estética e ética. É verdade que nenhuma vida é totalmente estética ou totalmente ética. Mas segundo o pai do existencialismo, quando vivemos uma vida somente estética tendemos ao vazio e ao sofrimento. Quando tornamos nossa vida ética (como preocupação de ajudar os outros) geralmente nossa vida ganha mais alegria e significado.

Concordo com essa abordagem, lembrando que este é essencialmente um ponto de vista religioso. De qualquer forma, desde a Grécia Antiga muitos filósofos já diziam que o melhor homem é o virtuoso. Essa qualidade excede beleza, riqueza, inteligência, habilidade ou qualquer outra. As religiões apenas pegaram essa ideia e a elevaram.

O termo "ajudar os outros" não precisa ser no sentido de tentar salvar o mundo (seja através de política ou tentar alimentar todas as pessoas, etc), mas pode ser até no sentido de ajudar aqueles ao nosso redor. Pode ser no nível mais básico, como dar conselhos para um amigo. Não importa: quando nos conectamos com os outros em vez de viver na solidão da nossa mente (por mais nobre que ela seja, ela clama por outras mentes) a vida ganha brilho e sentido.

O próprio Buda dizia que uma das três joias são os amigos (Sangha) e Jesus reuniu muitos discípulos. Talvez porque Kierkegaard tenha experimentado um grande sofrimento interior tenha encontrado várias respostas profundas para ele. Sinto que gosto do que ele tem a dizer. 



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