Spinoza em 90 minutos, por Paul Strathern




Já li dois livros dele: "Ética" e "Princípios da filosofia cartesiana". Eu provavelmente sou neutra em relação a ele: não gosto nem desgosto. Mas eu até diria que simpatizo. Ele é querido.

O panteísmo é uma ideia interessante. Parece que muitos filósofos quiseram recorrer ao consolo da natureza: Rousseau, Thoureau, Wittgenstein... que será que há de interessante num monte de árvores que a cidade esconde? Essa fantasia tolstoiana de viver no campo é uma constante na história do pensamento.

Eu interpreto isso como uma nostalgia da Idade Média. Embora se fale dos benefícios que o capitalismo trouxe em relação ao feudalismo, como o próprio Marx nos lembra, nós também perdemos muitos valores importantes que havia na época feudal que o capitalismo substituiu por relações financeiras.

O ser humano às vezes não sabe o que quer. Se fica no campo sente saudades da agitação da cidade e se fica na cidade sente falta da paz do campo. Ele quer o que não tem e quando tem tudo se entedia.

Para vencer o tédio, é preciso ajudar os outros, ou, como diz Spinoza, se ferimos outros estamos ferindo a nós mesmos (lógica da visão panteísta, embora o cristianismo explore algo parecido, com todos como membros do Corpo Místico de Cristo).



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